Patologias

Para que a visão humana tenha um funcionamento adequado é preciso que haja algumas condições oftalmológicas apropriadas, para que dessa forma possamos enxergar corretamente.

As imagens e os raios de luz atravessam a córnea, o humor aquoso, a pupila, o cristalino e o humor vítreo. Essas são as partes do olho humano que devem estar transparentes para que a luz possa passar por esses meios e chegue até a retina.

Da retina, são enviadas para o cérebro através do nervo óptico. Nos primeiros anos de vida, é importante observar que qualquer diminuição da transparência das estruturas a serem atravessadas pela luz ou formações de imagens fora da retina pode ocasionar deficiência visual irreversível.

Por isso a necessidade da retina e do cérebro receberem estímulos visuais nítidos desde o nascimento.

  • Anisometropia
    Definição

    Anisometropia é o termo empregado relacionado à condição em que o erro refrativo é diferente entre os olhos. As anisometropias são um dos campos mais controversos da prática refratométrica. Se houvesse, na definição, um valor limítrofe que identificasse os casos clinicamente significantes poderia dar uma precisão para esse problema ocular. Em crianças, quando não corrigida a tempo, a anisometropia pode inclusive levar à ambliopia no olho que tem um maior erro de refração. 

Em geral, as anisometropias não ocorrem isoladamente e as diferenças refrativas não são as únicas determinantes da tolerância ao problema. Diversos fatores como o tipo de anisometropia, idade do paciente, capacidade fusional, uso de óculos também são variáveis que devem ser estudadas junto do problema.

Basicamente, as anisometropias são classificadas como miópicas quando os dois olhos são míopes e hipermetrópicas no caso de ambos os olhos serem hipermétropes. Dá-se o nome de antimetropia quando um olho é míope e o outro hipermétrope. Outra forma de classificação as divide em axiais e refrativas.

    Causas

    Os sintomas variam de acordo com o tipo de anisometropia. A criança com o problema normalmente não apresenta queixas, principalmente se um dos olhos tiver boa acuidade visual. Tais casos podem ser detectados somente através de triagem visual ou exame oftalmológico e não têm causas conhecidas.

Caso ambos os olhos forem míopes, ocorre diminuição da acuidade visual. Se só um olho for míope e o outro normal, geralmente o paciente não percebe a baixa de visão pois o olho bom compensa, sendo detectada alteração somente no exame oftalmológico de rotina. Se os dois olhos forem hipermétropes ou só um e o outro normal, os sintomas são dor de cabeça, cansaço à leitura e embaçamento visual, devido à acomodação (aumento do poder óptico do olho para manter imagens claras a medida que o objeto fica mais próximo do olho) e ao esforço na tentativa do cérebro de fundir as duas imagens formadas na retina.

    Tratamento

    A prescrição óptica através de óculos ou lente de contato é a forma de tratamento mais apropriada para a correção das anisometropias. Assim, o objetivo é possibilitar a formação de imagens claras na retina de ambos os olhos. No entanto, vale salientar que ainda não existem regras rígidas para o tratamento oftalmológico das anisometropias. Cabe ao médico um exame minucioso e individualizado antes de se tomar uma decisão frente ao problema de cada paciente. O tema é bem antigo e atualmente tem adquirido repercussão com o advento das cirurgias refrativas.

  • Catarata
    O que é catarata?

    
É uma doença que se caracteriza pela perda progressiva da transparência do cristalino, a lente natural que temos nos olhos. O cristalino tem a função de ajudar a córnea a fazer o foco em tudo que vemos. Se ele vai ficando opaco, a visão se torna cada vez mais embaçada, podendo chegar à visão subnormal e à cegueira. Sem a segurança oferecida pela visão, é natural que a pessoa limite suas atividades, o que reduz sua autonomia e sua qualidade de vida.

    Existem grupos de risco?


    Em princípio, o pterígio pode surgir em qualquer pessoa. Logo, não existem grupos de risco.

    Quais são as causas da doença?

    
A catarata pode ser congênita, isto é, pode surgir antes do nascimento ou até um mês de idade. Nesse caso, geralmente estão ligadas a infecções e doenças adquiridas durante a gestação, como por exemplo a rubéola. Essa patologia também pode ser adquirida ao longo da vida. Os fatores mais associados ao desenvolvimento de catarata são: idade avançada, traumas, o uso de medicações como corticóides e inflamações crônicas dos olhos, além de algumas doenças, em especial o diabetes.

    Catarata tem cura?

    
Sim, com tratamento cirúrgico. O procedimento consiste na retirada da catarata e no implante de um cristalino artificial, chamado lente intraocular. Atualmente, a tecnologia disponível permite que a cirurgia seja realizada por pequenas incisões, oferecendo maior segurança e rápida recuperação. Exames pré-operatórios determinam o grau da lente a ser implantada no paciente, conferindo melhor qualidade à sua visão. Isso significa que o uso de lentes intraoculares pode corrigir o grau do paciente. Isso depende do tipo de lente usada na cirurgia.

    Como é a cirurgia?

    
A extração do cristalino e implantação de lentes é rápida. Faz-se uma pequena incisão no olho afetado, por onde se introduz uma sonda. Essa sonda vai fragmentando a catarata ao mesmo tempo em que aspira as partículas. Em seguida, através da incisão, é introduzida a lente intraocular. Para passar por essa pequena abertura, a lente é dobrada e colocada por um injetor especial. Uma vez dentro do olho, a lente se abre espontaneamente. Como a incisão é muito pequena, a cirurgia de catarata não requer pontos.

    Qual é o tipo de anestesia utilizada?

    
A anestesia é feita com colírio anestésico, associado a uma leve sedação, diluída em soro e aplicada na circulação sanguínea. O paciente fica mais sonolento e tranquilo, tornando o procedimento mais agradável.

    Como é a recuperação?

    E o período logo após a cirurgia?
Embora bastante rápida, a cirurgia de catarata é delicada e, por vezes, complexa. Por isso é preciso que o paciente siga estritamente as orientações médicas. O processo de recuperação varia de acordo com cada paciente. Em média, é possível retomar as atividades de rotina em apenas seis dias. Durante o primeiro mês, o paciente deve visitar o médico para avaliação pós-operatória. Após esse período, basta fazer as consultas de rotina

    Como fica o uso de óculos após a cirurgia de catarata?

    
É possível conciliar o tratamento da catarata e de outras alterações, como miopia e a chamada vista cansada. Isso se faz com a implantação de lentes apropriadas, como as multifocais. Mais de 80% das pessoas submetidas à técnica deixam de usar óculos ou lentes de contato, o que provoca uma verdadeira mudança no estilo de vida.

  • Glaucoma
    O que é glaucoma?


    Glaucoma é uma doença que destroi as células da retina e do nervo óptico.
Ter a pressão intraocular elevada é um fator de risco para a doença, o que não significa que todos aqueles que apresentarem pressão intraocular alta vão desenvolver glaucoma.
Se não for tratado, o glaucoma pode levar ao dano permanente da retina, diminuindo o campo visual e podendo chegar à visão subnormal ou, até mesmo, à cegueira.

    Existem grupos de risco?

    
Em princípio, o glaucoma pode surgir em qualquer pessoa, ou seja, não existem grupos de risco. Mas as estatísticas demonstram que alguns grupos têm maior tendência a desenvolver a doença. Pessoas de pele negra ou afrodescendentes, diabéticos, hipertensos e míopes estão entre esses grupos. E também pacientes que usam determinadas medicações por muito tempo. Se já houve algum caso de glaucoma na família, aí a atenção deve ser redobrada.

    É possível prevenir o glaucoma?

    
Infelizmente, não há como prevenir o glaucoma. A boa notícia é que pode-se detectar essa doença bem no início, em uma consulta com seu oftalmologista.

    Glaucoma tem cura?

    
Não há cura, mas o acompanhamento médico pode ajudar a manter o glaucoma sob controle. O tratamento é realizado com o uso de medicações para baixar a pressão intraocular. Em alguns casos, pode ser necessário realizar cirurgia.

    Quais são os sintomas da doença?


    O glaucoma não apresenta sintomas. Por isso é tão importante manter sua rotina de exames, visitando sempre seu oftalmologista.

  • Pterígio
    O que é pterígio?


    Pterígio é uma doença que tem como característica o crescimento de uma membrana sobre a córnea. Essa membrana é fibrovascular, ou seja, composta de fibras e vasos, e não é infecciosa. Mas prejudica tanto a visão quanto a estética dos olhos.

    Existem grupos de risco?

    
Em princípio, o pterígio pode surgir em qualquer pessoa. Logo, não existem grupos de risco. As principais causas estão associadas à exposição abusiva aos raios ultravioletas do sol, ao clima seco e a excesso de poeira na região dos olhos. Assim, quem se expõe mais a esses fatores corre maiores riscos.

    É possível prevenir o pterígio?


    Sim, há medidas muito úteis para prevenir a ocorrência dessa doença. A proteção dos olhos contra a luz ultravioleta excessiva, por meio de óculos solares apropriados, é uma delas. Outra medida preventiva é a aplicação de colírios lubrificantes.

    Pterígio tem cura?

    
Existe a possibilidade de remoção da membrana por meio de cirurgia. Hoje em dia, com o avanço da tecnologia, as melhores clínicas aplicam a cola biológica ao final da cirurgia, o que evita a necessidade de pontos na região dos olhos. Esse material diminui o tempo da cirurgia e o desconforto pós-operatório.

    Quais são os sinais e os sintomas da doença?

    
Olhos vermelhos, que produzem muitas lágrimas e são sensíveis à luz podem ser sinais de pterígio. Os principais sintomas da doença são ardência, coceira e sensação de algum corpo estranho nos olhos.

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