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Baixa umidade e a Síndrome do Olho Seco

IMAGEM OLHO SECO

 

Os dias mais quentes e secos do ano em Brasília chegaram. O calor intenso e baixa umidade provocam uma série de sintomas oculares e algumas medidas devem ser adotadas para minimizá-los. Nesse período também aumentam os casos de alergias e conjuntivites sendo muito importante diferenciar estes dos casos de olho seco já que os tratamentos apresentam particularidades.

 

A síndrome do olho seco ocorre quando a evaporação das lágrimas é excessiva e/ou sua produção é insuficiente. O filme lacrimal é essencial para a nutrição, lubrificação e proteção das estruturas oculares além de exercer importante papel nas propriedades óticas do olho. A produção lacrimal pode ser afetada por diversos fatores como uso de determinados medicamentos, algumas doenças sistêmicas e lesão direta às glândulas lacrimais ou à estruturas relacionadas a sua regulação, como ocorre, por exemplo, nas queimaduras químicas oculares. A evaporação excessiva pode ocorrer isoladamente ou acompanhando a diminuição da produção lacrimal e ocorre normalmente em decorrência de doenças perioculares como a blefarite ou pela exposição excessiva da superfície ocular.  Os casos mais graves da síndrome do olho seco podem levar à alterações permanentes da superfície ocular podendo, inclusive, causar baixa significativa da visão.

 

Fatores ambientais como elevada altitude, baixa umidade do ar e calor excessivo podem acelerar a perda de lágrimas mesmo em olhos normais.

 

Independentemente da causa, a maioria dos casos de olho seco apresentam sintomas similares como ardência, coceira, sensação de corpo estranho, fotofobia, cansaço ocular e vermelhidão. Pode ocorrer ainda visão embaçada e sensação de ressecamento dos olhos. Normalmente esses sintomas são progressivos ao longo do dia e pioram em determinadas condições como, por exemplo, ambientes com ar condicionado ou quando se trabalha muitas horas diante de um computador.

 

IMAGEM OLHO SECO 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Usuários de lentes de contato estão particularmente sujeitos a desconforto durante o período de seca já que a maior evaporação da lágrima vai aumentar o atrito das lentes com a superfície ocular podendo provocar irritação e até mesmo lesões corneanas.

 

Algumas medidas podem ser adotadas para minimizar esses sintomas como o uso de umidificadores de ambiente, evitar que o ar condicionado ou ventilador fiquem direcionados ao rosto, programar pequenos intervalos durante o uso do computador ou tablet, evitar coçar os olhos e o uso de lubrificantes prescritos por seu médico oftalmologista.

 

A identificação de outros fatores além dos ambientais, como doenças oculares ou sistêmicas que contribuam para o olho seco e o seu tratamento adequado são essenciais para restabelecer o funcionamento normal das estruturas do olho.

 

Ao aparecimento dos primeiros sintomas, as pessoas devem procurar um médico oftalmologista para o diagnóstico e tratamento adequados.

 

O Hospital de Olhos INOB realiza os exames oftalmológicos necessários ao diagnóstico preciso para a saúde da sua visão. Confira nossos serviços e marque uma consulta.

 

Dra Renata Magalhães

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